Equilibre a balança entre o que tem a ganhar e a perder

Os líderes são regidos por uma balança formada por duas medidas de fácil leitura e interpretação, sendo dividida entre o que se pode ganhar e o que se pode perder. Eu arriscaria dizer que estas medidas poderiam também ser a base para formação da sabedoria, fator que ainda nos manterá vivos diante da tecnologia, melhor dizendo, da inteligência artificial (mas este será assunto para outro post aqui no blog).

Nossa postura diante das atitudes que temos nos coloca diante desta balança, colocando a prova no senso de discernimento entre o que podemos ganhar e o que podemos perder. A ambição, o desejo e até mesmo a soberba e ganância nos fazem olhar somente para o que podemos ganhar. O medo de falhar nos impede de olhar para o que podemos perder.

Quando estamos diante de uma oportunidade é necessário fazermos uma relação, mesmo que mental, de tudo aquilo que podemos ganhar se sairmos vitoriosos da empreitada. Podem aparecer nesta lista o aumento de poder, reconhecimento social, aumento de conhecimento, vantagem competitiva diante do mercado em que atuamos, aumento da rede de contatos, ganho financeiro, aumento ou valorização de bens materiais, realização de um sonho, momentos felizes com as pessoas que amamos.

Cabe também relacionar tudo o que podemos perder se tomarmos aquela atitude e partirmos para a ação. Esta lista pode considerar desperdício de tempo, desembolso desnecessário de dinheiro, risco de morte ou de acidentes, comprometimento da nossa saúde ou de outras pessoas, término de amizades, de relacionamentos pessoais ou profissionais, prejuízos financeiros entre outros.

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Nenhuma ação que realizamos permitem ficar numa consequência neutra, sem danos colaterais a nós e a sociedade impactada pela nossa atitude, que podem ser positivos ou negativos, representando ganhos e/ou perdas. Considere que este pensamento não deve ser elevado a um nível extremo a ponto de imobilizar nossa capacidade humana de realização, minando nossa coragem, bloqueando a evolução da humanidade e o ímpeto de buscar atingir objetivos.

Considerar que pode haver riscos envolvidos em cada ação não deve ser motivo para adotarmos uma postura de procrastinação ou estagnação. Os riscos, tanto positivos (isto mesmo que você leu) quanto negativos, devem ser considerados para não colocarmos a perder coisas que consideramos importantes em nossas vidas. Se considerarmos que existem estas duas possibilidades e nos empenharmos para ter clareza em relação a cada uma delas, nos permite sermos mais felizes e realizados quando alcançarmos nossos objetivos.

Quando uma pessoa acha que não tem nada a perder, pode até crescer rapidamente, mas se torna previsível e vulnerável.

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