O que difere remédio de veneno é a dosagem

Vamos falar um pouco sobre uma frase clássica (clichê mesmo), mas direcionada ao mundo dos negócios.

Nenhuma atitude ou estratégia definida e executada no mundo dos negócios tem o objetivo de prejudicar os resultados desejados. Mas, como saber quando o limite entre o que é bom ou ruim para uma empresa pode ter sido ultrapassado e vai começar a prejudicar sua existência e permanência no mercado?

Leia atentamente as seguintes perguntas, desenvolvidas para auxiliar na avaliação das estratégias e atitudes adotadas na empresa, evitando que “remédios” possam estar se transformando em “veneno”, prejudicando a continuidade do negócio:

  1. A empresa analisa os resultados gerados, certificando-se de que são os desejados?
  2. A empresa compara os resultados gerados no período atual em relação ao período anterior, certificando-se de que está evoluindo?
  3. A empresa define metas que geram crescimento, para si e para os colaboradores, ou somente mantém a empresa no mesmo patamar evolutivo em relação ao mercado que atende?
  4. Os funcionários são motivados para atingir os resultados previstos, tendo clareza de que estão se desenvolvendo ao mesmo tempo em que desenvolvem a empresa?
  5. As tarefas realizadas pelos colaboradores têm relação direta com os objetivos que devem ser alcançados ou somente servem para mantê-los ocupados, causando a sensação de produtividade no ambiente de trabalho, garantindo somente o cumprimento da carga horária diária?
  6. As metas são definidas de forma que nunca sejam possíveis de serem atingidas, causando a sensação constante de impossibilidade nos colaboradores, deixando-os em “estado de alerta”, estressados e com a sensação de incapacidade de execução?
  7. A empresa não atinge as metas definidas nem os resultados desejados, mas mantém a definição de metas sob a responsabilidade da mesma pessoa ou grupo restrito de pessoas, sem contar com a participação dos colaboradores?
  8. O líder, ou líderes, mantém a postura de que são “a voz da razão”, sendo que a mensagem transmitida aos subordinados não pode ser espelhada nas próprias atitudes, representando o “faça o que eu digo e não o que eu faço”, pois “manda quem pode e obedece quem tem juízo”?
  9. A cultura da empresa é focada no aumento instantâneo do salário concedido ao funcionário que demonstra descontentamento ou pede desligamento, acreditando que ele vai ser “motivado financeiramente”, sem que o líder se preocupe em criar um ambiente que proporcione aprendizado e desenvolvimento profissional aos colaboradores?
  10. A empresa considera que “tempo de serviço prestado” é critério para reconhecimento profissional, aumento salarial ou promoção à cargos táticos e estratégicos, mesmo que colaboradores “contratados a menos tempo” atinjam os resultados esperados ou até mesmo melhores, demostrando alinhamento ao negócio?
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Fazer constantemente estes questionamentos auxilia na análise da cultura e da postura adotada na empresa, evitando que atitudes conservadoras mantenham-na estagnada em uma zona de conforto que, mesmo representando a caminhada percorrida até este momento, possam representar seu fim a curto prazo, diante da avalanche de mudanças mercadológicas, incluindo novos produtos, serviços, demandas dos consumidores, perfis profissionais e métodos operacionais.

Em time que está ganhando, não se mexe… enquanto o adversário não mudar a estratégia de jogo.

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